sábado, 12 de maio de 2012

Chega de Mesmice!


por Audrey Slomp

 



      Muito se ouve falar sobre formatos de rostos e os cortes de cabelo e maquiagem mais adequados para cada tipo, mas pouco se ouve falar sobre os efeitos que eles refletem sobre a imagem. É no rosto e em seus traços que está revelado o temperamento dominante da pessoa. E esta análise não pode ser superficial.
Numa época onde a customização, a personalização e a imagem individual são tão valorizadas, deveríamos considerar extremamente “demodê” classificar as pessoas em categorias tendo o formato do rosto como parâmetro.
A vida não é uma linha de produção. Cada pessoa precisa ser ouvida, ser observada e ser entendida para que o que ela deseja expressar seja de fato alcançado através do corte de cabelos, e também das sobrancelhas, da maquiagem ou do corte e cores das roupas.
Isso exige tato, sensibilidade e até mesmo certa humildade do profissional, pois quando se atende um cliente, é a vontade deste que deve prevalecer, cabendo àquele moldar a idéia principal de acordo com sua experiência e executar o trabalho, sendo ele um cabeleireiro, um maquiador, ou um personal stylist.
Há 1 ano atrás, fiz um curso de Maquiador Profissional em Curitiba. Estávamos em uma aula sobre formato de rostos. Eu já havia feito o curso de Visagismo e tinha conhecimento sobre o assunto, então aguardava ansiosa para agregar conhecimento na área. Mas quase caí da cadeira de maquiagem quando a professora proferiu a seguinte instrução às futuras profissionais: “O objetivo da maquiagem corretiva é fazer com que todos os rostos tenham um formato Oval”.
Oh my God! A sala de maquiagem virou uma fabriqueta, onde as pessoas entravam originais e saíam falsificadas.
Mas quem é que disse que um rosto quadrado não tem beleza? Quem é que determinou que um rosto triangular deve ser corrigido, ou que um redondo tem que ser disfarçado?
Absurdo. Falta de comunicação. Falta de conhecimento. Falta de ética. Falta de criatividade.
Naturalmente, um rosto oval expressa suavidade, delicadeza.*
Um rosto hexagonal ou losangular, expressa dinamismo, alegria. *
Retangulares e Quadrados, força. *
Redondos, calmaria, amizade, confiança. *
Se o rosto naturalmente expressa força (como quadrados e retangulares), mas pretende-se suavizar esta característica, aí sim cabe a correção através da maquiagem ou de um corte lateralmente repicado na altura do queixo, por exemplo. Mas se expressa força, e quer continuar forte, agradeça pelo rosto que Deus lhe deu e não admita que lhe coloquem na esteira da produção em série! **
Conheça-se, analise-se, veja quais pontos positivos de sua personalidade pretende ressaltar, o que quer que sua imagem fale sobre você, quais são seus objetivos a serem conquistados, pessoal e profissionalmente, e molde-se através destes parâmetros, desconsiderando os padrões e os rótulos que são impostos pela sociedade que ainda não enxergou que hoje, ser igual a todo mundo, é não ser ninguém!

Há beleza em todas as pessoas.
Há beleza em todos os formatos.
Sucesso pra você!

Audrey Slomp
* O tamanho dos olhos, do nariz, da boca e de todos os elementos que compõe o rosto influenciam na análise do temperamento, mas o formato do rosto é o principal fator determinante.
** Em todos os casos, recomendo procurar um profissional habilitado em Visagismo, que poderá lhe entender e lhe indicar o melhor caminho.




Audrey Slomp, administradora de empresas desde 2005, descobriu que seus desenhos de moda feitos na infância tinham um significado: Vocação.
Desde então realizou cursos de design de moda, consultoria de imagem, visagismo, maquiagem, entre outros relacionados à área da beleza.
Resolveu investir em uma nova carreira: ajudar pessoas a encontrar suas verdadeiras imagens; ajudar pessoas a encontrar sua auto-estima.

“É por isso que sou apaixonada: por pessoas!”
audrey@slomp.com.br

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Como você quer ser lembrado?

por José Cavalcanti

 

Cada pessoa traz sua marca pessoal. Assim como as digitais, nossa personalidade é única, complexa, característica e intransferível. Ninguém pode alterá-la, ninguém, a não ser você mesmo.

Por isso pergunto, nesse exato momento “Como você quer ser lembrado?”, “Qual é a sua marca?”, “Qual é a sua identidade?”. Essas perguntas têm um propósito profundo e intrigante, pois as respostas estão diretamente ligadas ao seu sucesso ou seu fracasso, agora e no futuro. Tudo dependerá de como as pessoas que veem você, ouvem você e falam de você.

Nossas crenças e nossas ações refletem exatamente aquilo que somos e acreditamos. Por isso é que nos tornamos tão perceptíveis aos olhos dos outros. As outras pessoas percebem mais facilmente algo de bom ou de ruim em nós. Conseguem isso por olharem “de fora” ou com um pouco mais de “distância”. É mais fácil olhar para fora do que para dentro de nós mesmos, não é verdade? É a diferença entre tentar ler um papel que está “colado” em nosso nariz e ir afastando-o aos poucos até chegar à distância ideal para leitura.

Porém temos o poder de reforçar aquilo que temos de melhor, ou desenvolver aquilo que muitas vezes é desejado e admirado pelas outras pessoas ou empresas. Quem não gosta de uma pessoa que sorri facilmente, ou que fala com eloquência, ou que sabe liderar outras pessoas, ou veste-se com elegância? Enfim, podemos trabalhar nossas competências para que sejam: produtivas, úteis e trabalhem a nosso favor.

Com certeza a chave de alguns segredos do Marketing Pessoal está na simplicidade. Costumo dizer que os maiores e principais professores de Marketing que tivemos em nossas vidas foram nossos avós, pais e professores. Eles nos ensinaram a dar “Bom dia” quando chegamos; “Até logo” quando vamos embora; a sorrir sempre que possível; a olhar nos olhos das pessoas com as quais falamos; a nos vestirmos adequadamente; a não incomodarmos as outras pessoas. Conselhos e mais conselhos que recebemos no decorrer de anos e de graça! Conselhos que se bem aplicados nos dão um diferencial competitivo valoroso.

Não perca tempo! Repare nas outras pessoas. Veja que qualidades e características delas você quer absorver e que defeitos quer evitar. Olhe para você mesmo e procure identificar aquilo agrada mais as outras pessoas e o que não é tão bom assim. Junte isso com os conselhos que recebeu no passado. A partir daí perceberá que a estrada para o sucesso começou a ser pavimentada.

Crie sua marca pessoal. Talvez você possa não saber ainda pelo que quer ser lembrado, mas se quer ter sucesso não deixe para fazer isso quando já for tarde. O momento é agora!






José Cavalcanti  é consultor empresarial especializado em Metodologias e Processos de Gestão e é Coaching certificado pela Corporate Coach U. 
Agora utiliza este local para passar um pouco da sua experiência de 28 anos. 
Seu endereço de contato é jscn@terra.com.br

sexta-feira, 27 de abril de 2012

“Tua agenda é uma louca”

por Danielle Salmória



  
Foi o que ouvi de um amigo há alguns dias. Alguns muitos ou alguns poucos dias? É uma pergunta que não sei mais responder. Essa coisa personificada na qual se tornou a minha agenda é quem teima em ditar a noção de tempo agora. E pior, ao seu bel prazer. Há vezes que uma semana é muito, em outras 60 dias é pouco. Sabe aquela fotografia, já clichê, do fio de areia escorrendo pelos dedos? Há tempo (muito tempo) venho tendo essa sensação em relação ao meu tempo. Ele se e s  v   a    i  .   .   .

Ok, até aqui tudo normal, não? Tenho certeza de que com o seu tempo acontece a mesmíssima coisa. Aposto que sua agenda é tão louca de pedra como a minha. Uma completa zureta, doida varrida.

[...]

E elas estão nos deixando doidos também. Eis a cilada em que caímos.

[...]

Um dia acordei e decidi que, daquele momento em diante, meu tempo seria outro. O meu tempo seria o MEU tempo, e não o seu, nem o do meu cliente, nem o da minha chefe, nem o do padeiro da esquina, nem o da internet, nem o do pescador da ilha. E foi relativamente fácil descobrir qual seria o meu tempo. Só precisei de um bom tempo na escola do auto-conhecimento. Não sei quanto tempo, uns 30 anos.

E assim estão decorrendo os meus dias desde então: entre “sim´s” e “não´s” (duas palavrinhas fundamentais que devemos aprender a dominar para conquistarmos a eficaz administração do nosso tempo). Agora na minha agenda sempre tem umas linhas em branco, destinadas ao que me der na veneta. Tem um bom tanto de linhas para meu filho, para minha família. Algumas – ainda poucas – para mim (são minhas horinhas de leitura, de artesanato, de manicure, de cinema, de dança... de ócio). O trabalho #1 leva seu quinhão de linhas, o trabalho #2 também. Confesso que ainda perco algumas linhas nas redes sociais. Ao menos deixei de perder linhas com quem não se importa com as minhas linhas.

Resumindo: não dá para elencar alguns de nossos papéis para nos dedicarmos mais durante um dado período de tempo e em troca negligenciar outros papéis, como o de pais, amigos, funcionários, filhos, voluntários, vizinhos, cidadãos etc. É tudo aqui-agora-ao-mesmo-tempo. O essencial é que a parcela que dedicamos a cada um desses papéis seja bem dividida. O caminho do meio é o meu tempo, mesmo que para isso seja preciso andar à margem dessa cultura organizacional ditatorial, repleta de deadlines (argh!) absurdos, de exigências inumanas, de supervalorizações equivocadas.


“Todo dia começa com novas possibilidades. É de cada um
de nós a responsabilidade de preenchê-lo com as coisas que
nos movem em direção ao progresso e à paz.”
Ronald Reagan

Qualquer apostila de administração eficaz do tempo vai apontar a necessidade de listarmos tudo aquilo que nos faz perder tempo. Um bom começo é deixar o passado no passado, e não perder mais tempo com o que não tem utilidade. E quanto ao futuro? Viver o presente, com intensidade porém consciente do seu próprio ritmo, é a melhor maneira de garantir um futuro organizado e sadio.

A dica para a descoberta desse ritmo pessoal e intransferível é manter sempre em mente a pergunta “o que estou fazendo agora ou o que me programei para fazer amanhã tem relação com meu propósito de vida?”. Essa resposta vai lhe ajudar a criar filtros que definirão seus próximos “sim´s” e seus “não´s” diários!






 

Danielle Salmória é jornalista, 
fotógrafa e especialista em Leitura de Múltiplas Linguagens da Comunicação e da Arte. Desenvolve um trabalho de orientação e troca de experiências com pais e educadores no blog Fios de Tear (fiosdetear.wordpress.com). Como hobby, escreve sobre suas experiências pessoais no blog Da Minha Aldeia (daminhaldeia.wordpress.com). Acompanha a Ponto Pessoal como fotógrafa desde o nascimento do projeto e, agora, entra para o time de colaboradores do blog!
Contato: dc@dc.art.br 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A unanimidade é o seu passaporte para o Marketing Pessoal

por Adriano Berger




Outro dia escrevi um texto acerca do lutador de MMA Anderson Silva, o Spider, dizendo que ele venceu a luta no Brasil mas perdeu a unanimidade de seus fãs (leia o artigo aqui), e esse tema despertou-me o interesse para discorrer mais a respeito.
Porque veja só uma coisa: se você tem uma carreira pública ou artística, pode parecer até redundante dizer que sua meta é agradar ao maior número possível de pessoas. Isso ajudaria na sua própria projeção pessoal para ganho de votos, aumento de visibilidade e conquista de melhores contratos.
Mas se você é um profissional ligado à iniciativa privada, que benefícios terá a seu favor contar com a unanimidade de opiniões boas a seu respeito? Vamos analisar isso na prática observando três fatores:

Seu carisma – há pessoas que são chamadas de carismáticas, pois independente de suas preferências, crenças, opiniões ou pontos de vista, são amadas e admiradas pelas demais pessoas com quem se relaciona. O carismático emana boas energias, é positivo, otimista, gentil e estimulador. É muito mais fácil liderar pessoas, conquistar favores e a adesão às suas ideias sendo carismático do que não sendo. É difícil que não haja unanimidade de boas impressões a seu respeito se fores carismático, e esse é um ponto a seu favor para conquistar melhores oportunidades e a fidelidade das pessoas. 

Seu poder de persuasão – Se você é capaz de persuadir pessoas, ou seja, conquistar a adesão delas às suas ideias, conceitos, projetos e opiniões, então você poderá ter uma opinião unânime de que é uma pessoa vencedora e de credibilidade. Persuadir não é mentir, mas é uma forma de expor alguma situação de modo a ser visualizada, percebida e aceita por alguém, mesmo não concordando 100% com você. Por isso, se uma de suas características for a capacidade de persuadir pessoas, cuide para que o resultado de suas ações tenha sempre como o alvo o bem coletivo, para que aqueles que depositaram em ti a confiança não se sintam lesados ou arrependidos mais tarde, o que mudaria seu conceito de líder para enganador, pois teria agido em benefício próprio iludindo as pessoas. 

Seus valores – conquistar a unanimidade exige de você um esforço para resguardar determinados valores, preferências e opiniões para serem debatidos apenas em pequenos grupos, entre amigos, de preferência fechados no mesmo contexto. O fanatismo trabalha contra a unanimidade. É melhor ser flexível. Por exemplo: você pode odiar o PT ou o PSDB, pode odiar o Corinthians ou o Palmeiras, pode ser Cristão ou Ateu, pode odiar os EUA ou o Irã, pode ser homofóbico, racista , contra ou a favor do aborto. Isso tudo é um direito seu. Mas jamais deve expor publicamente aspectos dessa natureza. Isso porque, inevitavelmente, você perderá a unanimidade da simpatia e de opiniões favoráveis a seu respeito, e sem saber por certo em qual proporção. Se você tem uma opinião formada sobre algo relacionado à conduta social, saiba o momento certo de expor seu ponto de vista, e o exponha sempre ponderando as variáveis, demonstrando o respeito que tens à opinião contrária. Um exemplo que tenho visto com frequência é a promoção da frase dizendo que o “vegetariano pensa melhor”. Isso significa que todos os demais são inferiores, o que forma uma imagem muito negativa a seu respeito.
Promova as suas ideias sem criticar a opinião ou a opção alheia. Isso sim é apresentar sinais de inteligência para conquistar a admiração ou a adesão de alguém. 

Mas por que estamos falando sobre a unanimidade? Porque quando abordamos o Marketing Pessoal como ferramenta para o aumento do seu valor pessoal e profissional, não podemos deixar de considerar que a unanimidade provoca também a multiplicação de opiniões a seu respeito. E nesse caso, que sejam destacadas as boas! Ou você pode acabar carregando em seu histórico profissional atos irresponsáveis e desnecessários que denigrem seu bom nome (vejam aqui um exemplo clássico e recente do que estou falando).

Pois em uma coisa certamente somos unânimes: é mais fácil sermos bem sucedidos se promovermos nossas qualidades e nossa capacidade de adaptação às diferenças e interesses da coletividade.


Um forte abraço!
Adriano Berger
  

 


Adriano Berger é administrador de empresas e especialista em marketing. Um dos seus hobbies é a escrita, onde divide algumas experiências, opiniões, valores, sonhos e até um pouco da sua imaginação... Agora ele escreve sobre Marketing Pessoal para você! Seu e-mail: nanoberger@gmail.com e seu Blog: http://nanoberger.blogspot.com

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Como você negocia sua marca pessoal?

por Djoni Alexi


Hoje* estava pensando justamente nisso, e agora num voo de uma cidade do interior do México para a Capital DF, estava refletindo a respeito. Em reunião com um cliente, ele comentava que muitos de seus funcionários e de muitas outras empresas aqui no México mudam de emprego por uma diferença salarial de 30, 40 dólares mensais, e a imagem que essas pessoas transmitiam era péssima, por isso trocava por máquinas tais funções antes desempenhadas por pessoas. E olha que falávamos  de uma atividade que não exigia muita qualificação. Então comecei a refletir como os profissionais negociam sua marca pessoal.

Como você negocia sua marca pessoal? Quanto ela vale no mercado?

É difícil poder mensurar o valor de uma marca. Muito se fala do valor da marca do Facebook, Coca-cola, grupo EBX, mas pouco se lê ou se ouve falar a respeito do quanto vale a marca de um profissional no mercado.

E é justamente essa discussão que gostaria de abrir com você, caro leitor. Se está lendo este artigo é porque você está interessado em fazer sua marca valer mais, ou tentar descobrir quanto ela vale.

Aí você me diz: "Mas Djoni, o valor da minha marca é quanto eu ganho de salário!"
E eu digo: NÃO! E em letras garrafais. O seu salário é quanto a empresa onde você trabalha paga pelos serviços prestados, nada mais do que isso.
Aí você me pergunta: "Mas não é a mesma coisa?" e eu respondo as mesmas letras garrafais acima.

Sabe porque? Vamos a um exemplo prático:
Se você não presta um excelente serviço à empresa que é contratado, se você não é resiliente nem pró-ativo, e todos os outros pré-requisitos indispensáveis a qualquer profissional hoje em dia (sim caro leitor, isso não é mais um diferencial e acostume-se com isso!), muito provavelmente para seu chefe direto, sua marca pessoal não valha tanto, embora você custe e valha o mesmo salário que a empresa lhe paga.

Percebeu a diferença?
Agora reflita comigo um instante: para a empresa você vale o que você é pago para fazer, mas e para o mercado? Quais projetos foram fundamentais para a empresa atingir tal resultado positivo e que você participou?

E se você não trabalhou diretamente, como o mercado pode analisar e saber da sua contribuição?
Como você comunica isso para o mercado?

Não precisa pagar algumas centenas de milhares de reais e colocar no horário nobre da tv!

Lembre-se de que o mundo oferece "N" maneiras de você publicar isso gratuitamente. Não estou falando somente do twitter, Facebook e Linkedin, mas também a maneira que você comunica isso aos seus amigos, colegas de trabalho, enfim, sua rede de relacionamentos.

Não devemos apenas pensar em negociar nossa marca quando formos vendê-la a uma agência de RH, headhunter ou em entrevistas de emprego, devemos construí-la e fazer os papeis dessas ações se valorizarem ao longo do tempo. E fazer todos saberem disso.

Lembre-se que para vender a sua marca e conseguir um bom preço nela, é de fundamental importância que os recursos utilizados sejam sempre positivos. Fazer comentários ruins sobre seu emprego, sua empresa ou sua função não ajudam em nada. Trate sua marca pessoal como produto a ser negociado em escala global. O processo produtivo negativo nunca deve chegar aos ouvidos do consumidor, pois assim ele não irá adquirir o produto, ou neste caso, sua marca pessoal.

Você é o responsável por agregar valor à marca de acordo com as ferramentas que vão surgindo em seu dia a dia, seja no trabalho, nos estudos, ou gerando seu aperfeiçoamento constante.

E qual valor você se dá como profissional e à sua marca? Como você negocia essa situação?

Lembre-se de que, de alguma maneira, você, produto, se diferencia das cópias que as universidades brasileiras produzem. Amplifique esse diferencial e o torne competitivo, afim de negociar seu melhor valor.

 *21/mar/2012






Djoni Alexi  é Executivo de Vendas para América Latina de uma importante multinacional. Com suas viagens e relacionamentos com grandes clientes no exterior, observa diversos comportamentos e agora traz suas observações em forma de dicas para quem investe no seu Marketing Pessoal ! Seu e-mail: djonialexi@terra.com.br

sexta-feira, 30 de março de 2012

Em boca fechada... não sai gafes!

por Juliana Mendonça



Em boca fechada...

Todo mundo comete gafes e não só da vida pessoal como na vida profissional, sendo esse o fator que pode até prejudicar a carreira.

O texto é sério, um pouco cansativo de ler, mas ao final, prometo que você vai aprender e muito.

Achei uma listinha no site da Você S/A com as gafes mais cometidas e como fazer para evitá-las. Abaixo, todas as dicas com alguns complementos. Confira:

•    Papo de Vestiário:
Quem nunca se deparou com aqueles papos sobre o chefe ou sobre a empresa, no banheiro, no refeitório, ou em algum canto qualquer da empresa? Esses papos informais são muito comuns na empresa e as pessoas esquecem que o lugar de trabalho não é o melhor lugar para se tratar de assuntos do gênero. Há também os que saem comentando pela empresa sobre assuntos internos ao próprio trabalho, como um projeto de um cliente ou uma reunião com o chefe e às vezes, sem querer, acabam falando algo que não deveriam.

Como Lidar?

Se acontecer de alguém chamá-lo para um papo no meio da escovação de dentes pós-almoço, não pense duas vezes antes de dizer, gentilmente, que prefere conversar dentro de dez minutos, em sua mesa, com mais privacidade e conforto. E, se alguém começar com aquele papo sobre o chefe ou ainda falando mal da empresa, não hesite em dizer que não quer conversar sobre o assunto. Fale de maneira cordial e a pessoa entenderá. Caso algum colega esteja insatisfeito com seu trabalho e precisa de uma ajuda, chame-o para tomar um café após o expediente.

•    Adeus,  Lanchinhos:
Já aconteceu de alguma vez você esquecer seu pacote de biscoitos em cima da mesa e, no dia seguinte, não restar mais nada? Ou abriram sua gaveta ao cair da noite e devoraram seus bombons sem dó?  É comum os colegas comerem o lanchinho alheio, principalmente quando o expediente vai até mais tarde. Acho que vale acrescentar neste tópico os lanchinhos dentro do escritório. Já aconteceu de você estar comendo seu biscoito dentro de sua sala e de repente chegar um cliente? Pois é, fica bem chato, né?

Como Lidar?

Quanto ao sumiço dos lanchinhos, ao notá-lo o melhor é mandar uma indireta. “Fale assim: ‘Estou com fome e meu pacote de biscoitos sumiu. Quem vai me dar outro?’”, brinca a consultora de etiqueta corporativa Renata Mello. “É melhor generalizar e fazer uma brincadeirinha com todos do que buscar claramente os acusados, o que seria muito constrangedor.” Se não der certo, comece a levar maçãs ou balas de gengibre. Já quanto aos lanches na hora do trabalho, quando pintar aquela fome é melhor sair de sua mesa e comer em um lugar próprio da empresa.

•    Problemas com o colega:
Segundo a autora do texto, uma das principais maldades corporativas é fazer um e-mail apontando um erro do seu colega com cópia para o chefe dele. E é mesmo, não? Se já fez isso, por favor não repita. Há também os casos em que a pessoa tem problemas com o colega de trabalho e sai pela empresa falando mal dele. Isso é extremamente feio e pode acabar mal para você.

Como Lidar?

Quem não está contente com as atitudes dos colegas deve ter uma conversa em particular, direta e gentil. Se você foi a vítima, faça o mesmo e explique que você poderia ter resolvido a situação. A conversa é sempre o melhor caminho.


•    Viciados em reuniões:
Hoje em dia é muito comum as pessoas decidirem fazer reuniões para tudo.  Como a autora mesmo diz, ficou tão banal fazer reuniões que já é normal as pessoas aceitarem os convites online sem pestanejar. E é mais comum ainda que o seu chefe se lembre, de última hora, que não poderá ir e mande você no lugar dele, mesmo que você não tenha nenhuma noção do assunto ou do que vai dizer.

Como Lidar?

É importante sempre se informar sobre a pauta e ver se realmente faz sentido participar da reunião. Se for o caso, argumente com quem o chamou. Se houve reincidência, converse e sugira melhor aproveitamento do tempo. Reuniões improdutivas acarretam em perda de tempo para você e a empresa.

•    Os espaçosos da empresa:
Não tem jeito! Todas as empresas contam com pessoas que são espaçosas, que pensam que estão em casa e arrumam a maior bagunça. Ainda há quem se apodere do armário coletivo, do jornal do colega, de um espaço que não é seu, e por aí vai…

Como Lidar?

No caso do armário, por exemplo, converse com a equipe e combine uma forma de dividi-lo de maneira igual para todos. Em outros casos, converse com o seu colega espaçoso. Explique a ele que essa atitude pode prejudicar não só a empresa e os colegas de trabalho, como a própria imagem dele. Tudo com jeitinho e caso não queira fazer isso, tente conversar com alguém do departamento de Gestão de Pessoas, para que o conselho possa ser passado para o colega de forma imparcial.

•    Insônia Produtiva:
Você já recebeu algum e-mail de um colega de trabalho em um horário totalmente fora do comum? Sempre tem alguém que sofre de insônia e aproveita a noite para mandar e-mails. Para a consultora de etiqueta Renata Mello, essa atitude mostra que a pessoa quer se exibir como bom profissional, pois trabalha até tarde, e que é um workaholic convicto. Nenhum dos dois é bem-visto nas empresas modernas.

Como Lidar?

Se você cumpriu suas tarefas, não há motivo para se sentir mal se o colega trabalhou até de madrugada, e você não. Responda o que for necessário, normalmente, e pergunte se pode ajudá-lo a resolver algum problema que se estendeu até tarde, se for o caso.

•    Bronca em público:
É muito feio criticar duramente ou dar um ataque com alguém na frente de todo mundo. Tem gente que sem perceber se exalta na frente de todos e depois fica morrendo de vergonha. Essa é uma falha muito grave e as pessoas devem prestar muita atenção na maneira que conduzem essa situação.

Como Lidar?

Se você estiver na situação, espere o autor da bronca se acalmar e chame-o de lado para dizer que não gostou do ocorrido, que se sentiu ofendido e que ficaria muito feliz se isso nunca mais se repetisse. Caso você seja a pessoa que às vezes se descontrola, pense melhor sobre essa atitude e na imagem negativa que traz a você. Se alguém te irritou, primeiro se acalme e depois chame essa pessoa para uma conversa em particular. Pensar antes de executar é uma boa dica.



Bom, é isso aí gente! Decolando na carreira e evitando gafes! Espero ter ajudado =)










Juliana Mendonça é administradora de empresas e especialista em marketing digital. Seu hobby é trabalhar com moda e stylist, onde escreve, presta consultorias e cria! Agora ela está conosco mais uma vez, trazendo assuntos para o desenvolvimento da sua imagem, do seu Marketing Pessoal!
 Seu e-mail: juliana.amaral@gmail.com e seu Blog:

sexta-feira, 23 de março de 2012

Relações de trabalho: um jogo de tabuleiro?

por Hellen Morais

O medo de enfrentar uma entrevista de emprego, uma dinâmica de grupo e/ou outra modalidade de seleção de profissionais muitas vezes se torna o centro das atenções do jovem candidato a uma vaga. Não é raro ele se esquecer de também se preparar para o que vai enfrentar por um período muito mais prolongado, aquele que passará na empresa após ser promovido a funcionário. 

As relações que se estabelecem logo após a assinatura do contrato precisam ser delicadamente estudadas. As hierarquias devem ser respeitadas, mas também há outras questões a serem analisadas, como a liderança - que, em determinados setores pode não ser exercida exatamente pelo chefe do departamento, e as vaidades - que devem ser administradas com cuidado. Há colegas que precisam ouvir elogios diariamente, outros que dependem de pressão para trabalharem bem, outros ainda que precisam acreditar que sabem mais que os demais e que os novatos e mais jovens os respeitarão enquanto estiverem na empresa. 

Aprender a lidar com os colegas amplia a vida do funcionário no emprego, já que ele se torna apto a traçar estratégias para não ser alvo dos fofoqueiros, dos invejosos, dos empenhados em progredir promovendo a derrota daqueles à sua volta e, até mesmo, dos tiranos ‘por esporte’. 

Entretanto, embora as características de alguns perfis de colegas sejam muito comuns e facilmente identificáveis, alguns profissionais não têm estas características tão nítidas ou as maquiam pelo tempo necessário para o novato entregar o ‘ouro ao bandido’. É o que ocorre, por exemplo, quando o recém-contratado decide desabafar com um colega mais experiente, o qual, ao invés orientar o jovem profissional com sábios conselhos, utiliza as informações recebidas da forma como lhe convier, promovendo o benefício próprio e/ou prejuízo para o colega que buscava ajuda. 

Portanto, aprender a executar as atividades para as quais é contratado e buscar aprimoramento constante não bastam para se construir uma carreira. A chamada inteligência emocional e o amadurecimento do trabalhador por meio da vivência no mercado de trabalho também são essenciais ao presente e ao futuro dos profissionais, independentemente da área em que atuam ou desejam ingressar. 

Mas não aceitar participar dos embates das relações humanas no ambiente de trabalho também pode ser uma estratégia do empregado, novato ou não. Mais que um bom salário e realização profissional, há quem se preocupe com as relações familiares, a vida social e a saúde, e até priorize a vida fora da empresa. Geralmente, quem opta pela qualidade de vida em decorrência da ascensão profissional já vivenciou problemas como depressão, síndrome de Burnout e outros, como distúrbios gástricos, que nem sempre têm as causas reais identificadas com facilidade. A queda no rendimento, as licenças médicas consecutivas e outras ocorrências que maculam a carreira do profissional e geram prejuízos à empresa empregadora se transformam na principal marca pessoal do funcionário. Para não se tornar fadado ao insucesso, há casos em que o empregado escolhe mudar de profissão ou transferir suas aspirações para fora da empresa. 

A única certeza do mercado é que ele pode ser comparado a um grande jogo de tabuleiro, no qual as jogadas não têm retorno e os peões são substituídos sem dificuldades. Mas também há sempre a oportunidade de se recomeçar. 



Hellen Morais Fonseca é Jornalista, Especialista em Jornalismo Aplicado e Mestre em Letras (Linguagem, Cultura e Discurso). É Coordenadora e Jornalista Responsável da Revista Digital da UNIVÁS (REUNI), Coordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda e membro da Comissão de Projetos e Eventos do mesmo Curso (COPEPP). Também é Docente do Curso de Jornalismo da UNIVÁS. Tem experiência como profissional de Comunicação Social, com ênfase Webdesign, Propaganda e Telejornalismo. Entre os trabalhos desenvolvidos como Jornalista, está o de repórter de programas da Rede Record, a exemplo de Domingo Espetacular, Jornal da Record e Fala Brasil. E-mail: hellenmorais@yahoo.com.br